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Marca das criações e trabalhos de Manoel Nerys

segunda-feira, 23 de outubro de 2023

BRASÃO DA DIOCESE DE COARI-AM

 


Descrição Heráldica: Escudo cortado em três partes. Um lado verde com a figura de Sant’Ana, carregando nas suas mãos o livro da Lei de Deus, ensinando Maria Mãe de Jesus ainda mocinha. O segundo lado de azul, com a figura de uma arvore e uma arara de asas abertas. Ao centro a Eucaristia sobre um altar de canoa com dois remos, passados em aspa, um deles carregado das letras grega “IC” em vermelho, e o outro carregado das letras “XC”. A terceira parte traz as cores marrom e creme em faixas onduladas num movimento de ondas de rio. Dois peixes (jaraqui) de prata com as listras nas caudas. Listel com a legenda, em marrom escuro, “Diocese de Coari”. O todo é encimado por uma mitra de ornada de ouro, forrada de vermelho, com suas ínfulas pendentes que trazem em cada lado o monograma XP com as letras grega alfa (A) e ômega (Ω) de vermelho e ouro. Na borda da Mitra e centro traz arabescos de grafismo indígena em ouro e no campo branco da mitra tem 7 canoas acompanhadas de um remo. Escudo brocante sobre uma cruz processional de madeira roliça e um báculo do mesmo com três folhas de broto, passados em aspa.

Descrição Simbólica:

A imagem da Padroeira da diocese Sant’Ana ensinando nossa Maria, a Santíssima Mãe de Deus é uma prece para que ela nos ensine também a seguir sempre com zelo os preceitos do nosso Deus. O fundo verde, simboliza a natureza, toda a beleza da criação de Deus. É cor da natureza viva, é uma referência ao crescimento, à renovação e à plenitude. O verde nos lembra a virtude da esperança, o valor da liberdade. A Igreja Diocesana é Amazônica, revestida de esperança em Cristo, como diz São Pedro: "Bendito seja Deus, o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo! Na sua grande misericórdia ele nos fez renascer pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma viva esperança," (1Pd 1, 3)

O fundo azul reafirma o simbolismo Mariano, na qual grande número das paróquias atuais trazem como padroeira um título de Nossa Senhora. A arvore e a arara, no campo azul nos dizem: Tudo está interligado na vida da diocese, a ação pastoral da desta diocese é assumida geopoliticamente: (geo) no cuidado com a Criação (política), no cuidado com os bens da Casa Comum representados pela árvore - flora e a arara – animal da fauna amazônica. Esse compromisso é bem claro nos documentos históricos da Diocese. A Igreja Diocesana chegará mais longe sempre tecendo os caminhos do bem viver e do bem conviver com os outros e também com os bens da criação. A árvore sinal da flora amazônica é uma figura representativa do ciclo da Vida da Igreja semeada nas terras dessa parte do médio Amazonas, pelos primeiros missionários que aqui passaram semeando o Evangelho, que brotou e cresceu se tornando uma frondosa arvore fonte de vida, esperança e fé no coração do povo Amazonense.

Ao centro a Eucaristia sobre um altar de canoa com dois remos, indicando a centralidade da nossa fé que é marcadamente Cristocêntrica. Quando Cristo, vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com ele na glória. (Cl 3,4) A Diocese é a casa do Pão Eucarístico.

Os remos passados em aspa, carregam as letras gregas “IC” em vermelho, e o outro com “XC”. Na iconografia ortodoxa grega, assim como na iconografia cristã inicial, a posição da mão que abençoa forma as letras IC XC, uma abreviatura das palavras gregas Jesus (IHCOYC) Cristo (XPITOC) que inclui a primeira e a última letra de cada palavra. "O altar canoa e os remos sobre a água, simbolizam a fé celebrada nas comunidades encharcadas da força determinante dos rios, que na enchente inundam cidades inteiras no território da nossa Diocese, onde o Sacrifício Pascal de Cristo se une no altar inundado, aos sacrifícios da vida do povo ribeirinho, trabalhadores incansáveis que, em um período que corresponde a meses, utilizam-se deste meio de transporte para o seu ir e vir, no celebrar e no labutar.

Nas cores marrom e creme as faixas onduladas que dão sentido de movimento de ondas de rio. Representam os nossos caudalosos rios da nossa bacia amazônica, que trazem esses tons barrento, como o grande Solimões e os rios escuros cor de café fonte de sustento para toda população de nossa Diocese. A cor marrom, nos remete aos barrancos, e ainda o chão, Solo, nosso chão de missão a qual fomos chamados a assumir o anúncio do Evangelho, a boa Nova semeada no chão da Diocese, para que vivam com liberdade e dignidade todos os filhos deste chão sagrado. Cristo aponta para a Amazônia (cf. Paulo VI, Mensagem aos peregrinos de Belém do Pará, 10.10.1971). Ele liberta todos do pecado e outorga a dignidade dos Filhos de Deus. A escuta da Amazônia, no espírito próprio do discípulo e à luz da Palavra de Deus e da Tradição, nos conduz a uma profunda conversão dos nossos planos e estruturas a Cristo e ao seu Evangelho.

Os Dois peixes jaraqui de prata com as listras nas caudas. Os peixes, são de uma riqueza abundante nas águas dos nossos rios, e o jaraqui é uma espécie icônica da região. E aqui no brasão ele expressa a frase: Iesus Christus Theou Yicus Soter, que em português significa “Jesus Cristo, de Deus o Filho Salvador”. E se pegarmos algumas letras formaremos a palavra ICHTHYUS que significa peixe. A união de dois arcos, forma a imagem de um peixe estilizado e representa nossa irmandade, irmãos na fé. O peixe está para a mesa do caboclo, assim como o pão está para a mesa dos povos da bíblia. Também evocam nossas práticas de caridade pela partilha oferecida quando se faz uma pesca abundante. "Tua caridade me trouxe grande alegria e conforto, porque os corações dos santos encontraram alívio por teu intermédio, irmão." (Filêmon 1,7).

A mitra ornada de ouro, com suas ínfulas pendentes trazem em cada lado o monograma XP com as letras grega alfa (A) e ômega (Ω) de vermelho e ouro. No caso do monograma Χρ, trata-se de duas letras do alfabeto grego que representam as iniciais do nome de Cristo em grego (Χριστός). É, portanto, o monograma de Cristo. A borda da Mitra e o centro trazem arabescos de grafismo indígena em ouro que lembram a riqueza simbólica herdada dos povos tradicionais que formaram a identidade cultural da população desta região. No campo branco da mitra tem 7 canoas acompanhadas de um remo que representam os 7 municípios que correspondem ao território da diocese de Coari. a Cruz e o Báculo, símbolos característicos de uma Diocese, fazem parte da composição de um brasão diocesano, conforme as regras da heráldica.

Escudo brocante sobre uma cruz processional de madeira roliça ressalta que nossa diocese tem um rosto simples de pessoas humildes, caboclos ribeirinhos que não se identificam com objetos sacros muitos luxuosos. Nossa riqueza está na nossa humildade e capacidade de viver a alegria do evangelho nas coisas simples. Por isso a opção por símbolos feitos de madeira como os encontrados nas igrejas de nossa Diocese. O báculo do mesmo, com três folhas de broto, lembram os três pilares da nossa doutrina católica, assumidas pela catequese do nosso episcopado ao longo de nossa história: a Bíblia, a Tradição e o Magistério da Igreja. 


Autor Manoel Nerys


domingo, 1 de outubro de 2023

Estudo Bíblico do mês Setembro no Perpétuo Socorro-Biribiri.

ESTUDO BÍBLICO DO MÊS DE SETEMBRO NA COMUNIDADE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO -BIRIBIRI.



Neste sábado 30 de setembro, às 19:h aconteceu a Celebração de Encerramento do Estudo Bíblico do mês da Bíblia. Estudo da carta de Paulo aos Efésios. O Mês da Bíblia, itinerário promovido nas paróquias e comunidades de todo o Brasil, é um convite especial para todas as pessoas que gostam de estudar a Palavra de Deus. Neste ano de 2023, o Livro bíblico escolhido para aprofundamento é a Carta aos Efésios, com a inspiração: "Vestir-se da nova humanidade! (cf. Ef 4,24)". Estudamos, apoiados pelo subsídio da CNBB, que traz um formato de encontro( 4 encontros e uma celebração), que procura explorar o sentido da unidade do Corpo de Cristo.

Foram 5 encontro com a celebração de Encerramento. Agradecemos a todos os fiéis que desde de o início participaram ativamente do estudo, nas reflexões e nas partilhas. Aos Catequizandos de Crisma que atenderam ao chamado e deram uma uma bela resposta na participação. Aos irmãos que por várias situações foram impedidos de participarem e  foram um ou dois encontros apenas, não fiquem preocupados, teremos outras oportunidades com fé em Deus. 

Recordamos que foram dias de aprendizado e crescimento no conhecimento da Palavra de Deus. Hoje nosso ser exulta e em comunidade damos Graças ao Senhor nosso Deus que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais e nos predestinou a sermos seus filhos e filhas adotivos, por intermédio de Cristo (Ef 1,3.5).

Ele que antes de criar o mundo nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis diante dEle no amor (Ef 1,4) Graças pelos diversos dons que nos concedeu para a edificação e unificação do seu corpo: a Igreja (Ef4,11-12).

Esse tempo nos ajudou a compreender que somos chamados a comportar-nos de maneira digna da vocação que recebemos, com humildade, mansidão, paciência, e suportando-nos uns aos outros no amor (Ef4,1-2), entendendo que por meio do seu poder que age em nós, pode realizar tudo infinitamente, além do que pedimos ou imaginamos (Ef 3,20). A partir desse aprofundamento, é possível caminhar na segurança de que fomos verdadeiramente marcados pelo sinal do Espírito Santo, que é a garantia de nossa herança (Ef 1,14), e revestidos da nova humanidade (Ef 4,24).

Como vimos nas palavras de Paulo: “Que Deus Pai e o Senhor Jesus Cristo concedam a todos nós, irmãos(as), paz e amor com fé. E que a graça esteja com todos(as) que amam nosso Senhor Jesus Cristo para sempre!” (Ef 6,23-24).


Manoel Nerys
Ministro Extraordinário da Palavra
Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro-Biribiri.
Paróquia Nossa Senhora de Nazaré MPU.
Diocese de Coari -Am 








segunda-feira, 4 de julho de 2022

Carta de agradecimento da Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

 


DIOCESE DE COARI -AM

PARÓQUIA NOSSA SENHORA DE NAZARÉ

COMUNIDADE NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

 

CARTA DE AGRADECIMENTO DA COORDENAÇÃO DO CONSELHO COMUNITÁRIO DE PASTORAL PELA FESTA DA PADROEIRA NOSSA SENHORA DO PERPÉTUO SOCORRO

2022

 

A paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Cristo

Jesus. (Filipenses 4.7)

Manacapuru 03 de julho de 2022.

Queridos irmãos e irmãs, devotos e devotas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

É com um sentimento de imensa satisfação que chegamos ao fim de mais uma festa de nossa Padroeira, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. A festa do Padroeiro deve ser sempre um tempo de paz, de confraternização, de unidade, de encontro com Deus e com os irmãos e irmãs de caminhada. Nosso sentimento é Gratidão. Agradecemos aos queridos visitantes, irmãos e irmãs das paróquias vizinhas e comunidades irmãs de nossa Paróquia Nossa Senhora de Nazaré! O sucesso dessa festa, abaixo de Deus, deve-se a vocês! Sem a ajuda preciosa de vários voluntários, homens e mulheres de boa vontade (ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Eucarística da Comunidade São Francisco e Matriz), patrocinadores e pessoas que rezaram por nossa festa, sem vocês nossa festa não seria a mesma.

Tivemos uma novena bem participada, com a presença de muitos devotos todas as noites. Após um tempo de Pandemia onde tivemos muitas perdas e ficamos mantendo o distanciamento, ver o nosso povo lotando a Igreja, rezando e cantando com entusiasmo é realmente revigorante, é uma dádiva de Deus a nós que estamos vencendo este tempo difícil.

Queremos louvar a Deus pela vida de nossos Padres Redentoristas, que nos deram total apoio, desde a preparação do tema, o itinerário Litúrgico da Festa, no roteiro das Novenas, e pelas belas mensagens que nos deixaram ao presidir as santas Missas, se somaram conosco nesses dias das Novenas. 

Não podemos deixar de falar também da abençoada presença e ajuda das Irmãs Adoradoras do Preciosíssimo Sangue de Cristo que se doaram de corpo e alma, nas preparações, ornamentação, na animação dos cantos, e até presidindo a Santa Palavra conosco. Realmente vocês, Irmãs A.S.Cs são uma benção para todos nós!

É hora de Agradecer a Deus e a Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, por tantas alegrias e bênçãos vividas nesses dias. Que Deus conceda a todos e todas muitas Graças por tamanha generosidade .

Também é hora de agradecer o empenho de todos os nossos comunitários que se envolveram na liturgia, na acolhida, na arrecadação das doações, na preparação de alimentos para o arraial, nas vendas, no leilão, no Bar comunitário, ornamentação, limpeza, no som do arraial, nas doações, na divulgação, nas barracas, nas bandeirolas, na condução do andor, na infraestrutura…. Parabéns aos grupos Pastorais, serviços e Ministérios:

Pastoral do Dízimo

Pastoral do Batismo

Pastoral da Criança

Pastoral da Juventude

Pastoral da Catequese

Pastoral da Liturgia

Legião de Maria 

Terço dos Homens

Terço das Mulheres Terço das Famílias Grupos de Fé.

Grupo de Oração Exército de Cristo

COROINHAS

Ministros Extraordinários da Palavra e da Sagrada Comunhão Eucarística. Grupo de Crianças do Canto Litúrgico do Novenário. 

 

Não queremos esquecer ninguém. Portanto, cada um que colaborou com a nossa festa, seja através do trabalho como da ajuda financeira, doação ou da oração, merece um grande e sincero MUITO OBRIGADO.

 

Que Nossa Senhora do Perpétuo Socorro interceda por cada um de nós e nos conceda dias de saúde, paz e prosperidade!

 

Cibélia Tavares de Souza

Coordenadora do CCP

Da Comunidade Nossa Senhora do Perpétuo Socorro do Biribiri.

 

Via: PASCOM NSPS


MISSIONÁRIOS REDENTORISTAS 

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

LOGO DA ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL 2021_ DIOCESE DE COARI AM.



LOGO DA VI ASSEMBLEIA DIOCESANA DE PASTORAL DA DIOCESE DE COARI AM.

Desenho da Logo da Assembleia da Diocese de Coari-2021 por Manoel Nerys



A Logo da VI Assembleia Diocesana de Pastoral da Diocese de Coari-Am, é inspirada no tema deste ano "Numa Igreja Sinodal, construindo juntos novos caminhos para a Evangelização". A Imagem traz ramos e folhas da fauna amazônica que fazem o pano de fundo para a figura do povoado da Diocese, indica que está estampado em nossa caminhada de fé o compromisso de cuidado com a casa comum, com os bens da criação.

Uma linha cruza no horizonte do desenho: é a linha imaginária que determina a altura dos olhos de um observador em relação à linha de terra. Quando ele preparava os céus, ali estava eu; quando traçou o horizonte na superfície do abismo (Provérbios 8,27). A Diocese, representada pela catedral de Coari ao centro ladeada pelas moradias, está diante do nosso olhar esperançoso de poder vislumbrar novos caminhos, com nossa força das igrejas particulares de cada paróquia, animadas pelo Espírito Santo, representadas pelas canoas, para uma evangelização mais dinâmica e liberta das amarras que a pandemia nos impôs.

As canoas estão ancoradas em frente a Catedral, simbolizando a convocação de uma Igreja Sinodal que reúne sua base para refletir a caminhada, ver a realidade juntos, discernir os rumos da sua ação pastoral e celebrar a vida como Igreja da Comunhão. “E não somente pela nação, mas também para reunir em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos.” (João 11:52)

As canoas também nos lembram as vocações que atenderam ao chamado do Senhor e se colocam a serviço da Igreja. Lembram o clero diocesano, as comunidades religiosas que ajudam na missão Evangelizadora de nossa Diocese.

O Sol e os Arabescos circular: Os formatos com desenhos geométricos contínuos em volta do desenho circularmantém a harmonia dos elementos a partir da natureza concêntrica que a transforma em um símbolo de unidade, eternidade, totalidade.

“Graças à ternura e misericórdia de nosso Deus, que nos vai trazer do alto a visita do Sol nascente, que há de nos iluminar e dirigir os nossos passos no caminho da paz.” (Lucas 1,78-79)

A Catedral está no centro do círculo que surge na linha do horizonte, lembrando que a Igreja vive a cada novo dia a missão de irradiar a grande Luz que é o Cristo Sol nascente da esperança e da Justiça que nos aquece e renova a cada dia num novo kairós.

Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, (na imagem do círculo concêntrico) à medida da estatura completa de Cristo… Efésios 4:13 

As casas de um lado representam os centros urbanos (prédios e moradias de alto valor) e de outro as periferias representadas pelas palafitas. Significam que a ação pastoral da igreja deve alcançar a todas as realidades com uma mensagem dinâmica em que a Boa Nova seja comunicada ao meio urbano e rural na mesma intensidade.

O Cajado (Báculo), atravessa o desenho formando uma cruz ao cruzar o horizonte, lembra que a Igreja conduzida pelo Bispo Pastor Diocesano, é um rebanho de fieis que buscam a unidade da fé em Cristo o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas, e se colocam a disposição para o seguimento do mestre, assumindo com coragem suas cruzes e trabalham com zelo, colocando os seus talentos a serviço dos irmãos e irmãs para a construção do Reino de Deus.

 

 

O autor:

Manoel Nerys

Artista Sacro Visual

Agente Leigo da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré- Manacapuru/Am.



ÍCONE DE BETÂNIA A CASA DA ACOLHIDA

 


ICONOGRAFIA DA IMAGEM: BETANIA, A CASA DA ACOLHIDA



No dia 6 de setembro de 2021, a Congregação das Irmãs Franciscanas de Nossa Senhora de Aparecida, por meio da Irmã Carla Danielle Pofirio, me incumbiu de uma nobre e importante missão, elaborar uma arte que representasse a casa da Congregação aqui no Amazonas que elas chamam de BETÃNIA. Esta história bíblica do episódio de Jesus na casa de Marta conversando com Maria, irmã de Lazaro me causa um sentimento de muita comoção. Eu me lembro de como foi impactante pra mim um estudo na pastoral da Juventude sobre este texto. Um aspecto foi este que entre os discípulos, Jesus era o Mestre. Em Betânia, porém, era o amigo que partilhava com seus amigos. Lá, a alguns anos atrás, aprendi que todos nós, precisamos encontrar a nossa Betânia. Espaço para estar com os verdadeiros amigos, com aqueles que, sendo diferentes, possibilitam um lugar de acolhida, respeito, relacionamento em profundidade e abertura de coração. Entendo que as congregações como comunidades missionárias, são espaços privilegiados para serem Betânias, casas da amizade. Em Betânia cada pessoa pode, na diversidade, encontrar o seu espaço para a integração, construir sua identidade e apropriar-se da sua e da história dos outros.

O desenho, está construído sobre esta inspiração. Traz uma visão que remete às questões de integração conosco mesmos (nas irmãs Maria e Marta), com a comunidade (a imagem da casa com os personagens dentro) e com o universo/cosmo (no Cristo, na planta, no sol...).

1) A CASA

“... e ali passou a noite”. (Mateus 21,17). Betânia era um lugar (casa) de descanso e de refúgio. Todos precisamos ter “momentos” e “lugares” de recompor as forças e acarinhar a fé que vai brotando em nossa vida. De preferência, um lugar tranquilo e acolhedor, onde floresce amizade e afetividade. Silêncios, risadas, contemplações, vinho e pão, Peixe e farinha. Assim se compõe a figura dando uma aparência nos traços de uma casa.

A base do Desenho apresenta um espaço só, sobre o qual se desenrola todo o enredo: o locus é a Casa e nela estão representadas as quatro personagens, ou seja, Jesus e Maria, Marta ao fundo e Lázaro em segundo plano. Este espaço, porém, está diferenciado com os recursos: retas e semi retas, linhas e curvas, que inserem ou transferem para aquele lugar outro lugar, ou seja, a casa de Marta e Maria ou para as casas ribeirinhas. Elas encontram-se, na interpretação imagética, simultaneamente na casa em Betânia, onde acolheram Jesus (Lc 10,38-39), e na beira dos rios da Amazônia, onde Jesus se encontra conosco e onde a Congregação Das Irmãs CIFAS estão inseridas.

 

2- A CASA ESTÁ SOBRE A CANOA

Aqui temos elementos e atributos geográficos e teológicos como a imagem do Cristo com os pés na Canoa que nos remete a Lucas 5, 3: - Entrou num dos barcos, o que pertencia a Simão, e pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se, e do barco ensinava o povo. Aqui, o Divino Hóspede ensina Maria, com um pé na canoa e outro está na casa. Nos lembra que A Igreja com a presença do Mestre, tem estabilidade e segurança, mesmo que haja tempestades, porque leva consigo a presença confortante e dominadora do Filho de Deus o Divino Hóspede. À direita inferior, um remo que está ligado a canoa, remete a missão que depois de ouvir os ensinamentos do Mestre somos convidados a ir pelo mundo anunciando a boa notícia que recebemos de Cristo.

3- A ÁRVORE E AS AVES

Nos fundos, à esquerda superior, tem a figura de uma árvore;

Tudo está interligado e na nossas Betânias, a Vida deve ser assumida geopoliticamente: (geo) no cuidado com a Casa Comum e (política), no cuidado com os bens da Casa Comum representados pela árvore - flora e as aves - fauna amazônica. Juntos chegaremos mais longe sempre tecendo os caminhos do bem viver e do bem conviver com os outros e também com os bens da criação. A árvore sinal da fauna amazônica, está dentro do desenho da casa, isso significa que A Amazônia é fonte de vida no coração da Igreja. E a Igreja é fonte de Vida e esperança para os povos da Amazônia.

4- AS ÁGUAS AO FUNDO NA COR DE BARRO,

Traz presente as águas dos nossos caudalosos rios barrentos e negros. Que perpassam toda a vida do homem e da mulher ribeirinho, sendo uma força determinante em todas as dimensões do fazer cotidiano: determina o tempo de plantar e de colher, tempo de partir e chegar ou esperar.

5- O PANEIRO COM PEIXES NAS MÃOS DE MARTA,

Marta, assim como na Judéia, ou na Amazônia, traz nas mãos os utensílios de trabalhos que expressam sua vontade incessante de servir da melhor maneira possível o Divino hóspede, oferecendo-lhe o que tem de melhor na casa. A figura do paneiro traz presente todos os corações que se unem para garantir que ninguém passe necessidades na comunidade.

6- O VASO E A CUIA:

Foi em Betânia, na casa de Simão o leproso, durante uma refeição, que entrou na casa uma mulher, ungindo Jesus com um perfume precioso (Mc 14, 1ss), com escândalo dos presentes, também de Judas Iscariotes que saiu dali disposto a trair Jesus. O Vaso lembra o gesto sacerdotal de Maria que ungiu os pés do mestre com perfume.

7- AS TRÊS LAMPARINAS

À direita superior temos TRÊS LAMPARINAS que lembram As virtudes teologais: FÉ, ESPERANÇA E O AMOR, que segundo o CIC adaptam as faculdades do homem à participação na natureza divina (65). De fato, as virtudes teologais referem-se diretamente a Deus e dispõem os cristãos para viverem em relação com a Santíssima Trindade. Têm Deus Uno e Trino por origem, motivo e objeto.

8- OS TRAÇOS EM TONS DE AZUL NA MOLDURA DO DESENHO

Em tons de Azul que simbolizam o Divino, os traços que lembram grafismo indígena, estão na borda nos dois lados do desenho como uma moldura que retratasse que aquele acontecimento que fora registrado no livro sagrado em uma cultura totalmente diferente da nossa aqui na região Amazônica, e a mais de dois mil anos, agora se comunica com nossa cultura, aquela história nos acolhe como partícipes em nossa própria cultura e tempo e nos diz: nós, indígenas, caboclos ribeirinhos da Amazônia, negros e brancos somos todos Martas e Marias e sim, Betânia também é nossa casa. Somos todos irmãos em Betânia.

9- OS PERSONAGENS: JESUS, MARIA, MARTA E LÁZARO

Jesus está ensinando Maria (já com o atributo da auréola com a cruz purpúrea que remete à ressurreição);

No Evangelho de Lucas, o irmão de Marta e Maria, Lázaro, não é citado em nenhum momento. Mas o objetivo do evangelista é outro: mostrar a importância de servir e de se lançar aos pés de Jesus, aquele que nos trouxe a salvação. Aqui ele está na cena por este pertencer ao grupo dos anfitriões.

Marta representa uma pessoa ativa, que quer servir ao Mestre da melhor maneira possível. E Maria, sentada como que sobre o chão da casa onde está a canoa, é a representação do discípulo que ouve a palavra de Jesus, deixando-se atingir totalmente por ela. As duas maneiras de ser discípulo devem se conjugar, pois ambas as atitudes são necessárias: escutar e servir, como nos diz a inscrição em latim entre as ondas de cor pastel no desenho, que diz: ORA ET LABORA.


Por isso, o desenho convida para que irmãos e irmãs, sejam discípulos Marta e Maria. Pessoas que trabalham sem se cansar para a construção do Reino, alimentando-se diariamente da Palavra de Deus. Os ensinamentos de Jesus o Divino Hóspede, são as regras para nossa vida, sigamo-los!

Manacapuru 27 de outubro de 2021.

O Autor:

Manoel Nerys

Artista Sacro Visual

Manacapuru - Amazonas

sábado, 10 de julho de 2021

ODJ PELO 7º DIA DA PÁSCOA DE VALDEIR FIGUEIREDO



OFICÍO DIVINO DA JUVENTUDE IN MEMÓRIA PELO 7º DIA DA PÁSCOA DO JOVEM VALDEIR FIGUEIREDO.

No dia 05 de junho de 2021 o jovem Valdeir Figueiredo, 28 anos, na madrugada daquele domingo nos deixou para entrar na gloria da eternidade. Um ataque fulminante no coração, repentinamente, ninguém acreditava que seria o fim de sua vida terrena.

Passados os sete dias, a Pastoral da Juventude organizou um roteiro de Oficio Divino para celebrar sua memória com sua família, num gesto de solidariedade à seus parentes e também num gesto de profundo carinho e amor fraterno, manifestamos o quanto era, é e será querido por todos que o conheciam na Pastoral da Juventude da Paróquia Nossa Senhora de Nazaré em Manacapuru.

Acesse o link abaixo e baixe a versão em PDF para celular.

https://drive.google.com/file/d/1uWzhUaJSwIBUdntYRJ-Kb4b4CcaL6ed3/view?usp=sharing

Vida e Obra de Manoel Nerys de Almeida.

  ANTOLOGIA  DA OBRA DE    MANOEL NERYS DE ALMEIDA    Data e local de nascimento, filiação e família,   No dia 24 de maio do ano 1976...